Psicoterapia Psicanalítica Infantil: Vivências Emocionais do Psicoterapeuta-Aprendiz

Conteúdo do artigo principal

Amanda Vieira Teodoro
Maria Elizabeth Barreto Tavares dos Reis
Felipe de Souza Barbeiro

Resumo

Os primeiros atendimentos na clínica-escola desencadeiam vivências emocionais nos psicoterapeutas-aprendizes, advindas de suas primeiras experiências com os fenômenos transferenciais e contratransferenciais presentes entre o par analítico. O artigo tem por objetivo analisar as vivências emocionais, percebidas e relatadas por psicoterapeutas-aprendizes durante o atendimento a crianças em psicoterapia psicanalítica. Trata-se de um estudo clínico-qualitativo, a partir da análise documental de relatórios dos atendimentos clínicos. A amostra foi constituída por sete psicoterapeutas-aprendizes, seus pacientes, com idades de 4 a 12 anos, e seus familiares. A partir da análise das vivências emocionais, foram construídas cinco categorias de emoção: angústia, alegria, insegurança, preocupação e satisfação. O estudo possibilitou refletir sobre as potencialidades das vivências emocionais dos aprendizes na clínica infantil. Além disso, demonstrou a importância da supervisão como espaço de escuta e acolhimento das emoções do psicoterapeuta-aprendiz e seus desdobramentos no atendimento às crianças na clínica psicanalítica.

Detalhes do artigo

Como Citar
TEODORO, Amanda Vieira; REIS, Maria Elizabeth Barreto Tavares dos; BARBEIRO, Felipe de Souza. Psicoterapia Psicanalítica Infantil: Vivências Emocionais do Psicoterapeuta-Aprendiz. Revista Psicologia e Saúde, Campo Grande, v. 14, n. 1, p. 35–48, 2022. DOI: 10.20435/pssa.v14i1.1220. Disponível em: https://www.pssa.ucdb.br/pssa/article/view/1220. Acesso em: 27 fev. 2026.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Amanda Vieira Teodoro, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Graduanda no curso de Psicologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR.

Maria Elizabeth Barreto Tavares dos Reis, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Docente do Departamento de Psicologia e Psicanálise, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR.

Felipe de Souza Barbeiro, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Mestre em Psicologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR.

Referências

Aberastury, A. (1982). Psicanálise da criança – Teoria e técnica (8a ed.). Artes Médicas.

Adames, B. & Angeli, G. (2017). As vicissitudes da psicanálise nas clínicas-escolas e serviços de Psicologia. Psicanálise & Barroco em Revista, 15(2), 134-150. http://www.seer.unirio.br/index.php/psicanalise-barroco/article/view/7269

Bardin, L. (2016). Análise de Conteúdo. Edições 70.

Brito, C. V. & Neto, A. N. (2018). As múltiplas transferências e o manejo do setting nas consultas com pais no tratamento de criança e adolescentes: Uma contribuição. Jornal da Psicanálise, 51(95), 119-134. http://pepsic.bvsalud.org/pdf/jp/v51n95/v51n95a10.pdf

Fernandes, A. B. (2016). Transferência e contratransferência em contexto psicoterapêutico: Identificação das características e dos momentos de emergência em processo de supervisão [Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Instituto Superior Miguel Torga]. http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/683

Ferro, A. (1995). A técnica na psicanálise infantil: A criança e o analista da relação ao campo emocional. Imago.

Freud, S. (1996a). Estudos sobre a histeria. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (Vol. II). Imago. (Trabalho original publicado em 1895).

Freud, S. (1996b). A dinâmica da transferência. In S. Freud, O caso Schereber, artigos sobre técnica e outros trabalhos (Vol. XII, pp. 129-143). Imago. (Trabalho original publicado em 1912).

Freud, S. (1996c). Recordar, repetir e elaborar (Novas recomendações sobre a técnica da psicanálise II). In S. Freud, O caso Schereber, artigos sobre técnica e outros trabalhos (Vol. XII, pp. 189-203). Imago. (Trabalho original publicado em 1914).

Fulgencio, L. (2018). Os objetivos do tratamento psicanalítico para Freud e para Winnicott. Estilos da Clínica, 23(2), 344-361. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v23i2p344-361 DOI: https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v23i2p344-361

Klein, M. (1991). As origens da transferência. In M. Klein, Inveja e gratidão e outros trabalhos (pp. 1946-1963). Imago (Trabalho original publicado em 1952).

Klein, M. (1981). Psicanálise da criança. Editora Mestre Jou. (Trabalho original publicado em 1926).

Lopes, J. S. S. & Castro, R. C. (2018). De estagiário à psicoterapeuta: Sobre a descoberta de um novo lugar. Quaderns de Psicologia, 20(2), 141-158. http://dx.doi.org/10.5565/rev/qpsicologia.1444 DOI: https://doi.org/10.5565/rev/qpsicologia.1444

Marcos, C. M. (2011). Reflexões sobre a clínica-escola, a psicanálise e sua transmissão. Psicologia Clínica, 23(2), 205-220. http://www.scielo.br/pdf/pc/v23n2/13v23n2.pdf DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-56652011000200013

Mezzomo, L. (2008). Aprendendo a fazer psicanálise: Dificuldades e conflitos de uma psicoterapeuta no início de suas atividades clínicas [Dissertação de Mestrado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. https://tede2.pucsp.br/handle/handle/15690

Moraes, A. P. B., Marinho, L. C. O., Souza, M. B. C., & Freitas, L. G. L. (2018). Desafios nos atendimentos em psicoterapia psicanalítica na clínica-escola. Psicologia.pt., 1-6. https://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0445.pdf

Neves, L. F. V. C. O. (2016). O papel da transferência, da contratransferência e da interpretação da transferência no processo psicoterapêutico: Um estudo qualitativo [Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Instituto Superior Miguel Torga]. http://repositorio.ismt.pt/bitstream/123456789/678/2/tese%20final%20LN.pdf

Oliveira, M. É. B., Teixeira, I. F., & Dauer, É, T. (2016). A experiências de estágio profissionalizante I e II na clínica psicanalítica: Um saber que também é da ordem do não saber. Anais do décimo segundo Encontro de Extensão, Docência e Iniciação Científica (EEDIC). Unicatólica. http://publicacoesacademicas.unicatolicaquixada.edu.br/index.php/eedic/article/viewFile/908/654

Racker, H. (1960). Os significados e usos da contratransferência. Artes Médicas.

Silvia, M. F. A., Carneiro, M. I. P., Brito, K. P. P., & Gomes, K. F. (2017). O processo de psicoterapia infantil sob uma perspectiva psicanalítica. Revista FAROL, 4(4), 126-141 http://www.revistafarol.com.br/index.php/farol/article/view/50/80.

Souza, J. G. E. & Campos, É, B. V. (2014). A contratransferência e a importância das capacidades do analista na prática psicanalítica contemporânea. Impulso, 24(60), 123-132. https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/135453/ISSN2236-9767-2014-24-60-123-132.pdf?sequence=1&isAllowed=y DOI: https://doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v24n60p123-132

Winnicott, D. W. (1975). Objetos transicionais e fenômenos transicionais. In D. Winnicott, O brincar e a realidade (pp. 13-45). Imago. (Trabalho original publicado em 1971).

Winnicott, D. W. (1990). O ambiente e os processos de maturação: Estudos sobre a teoria do desenvolvimento emocional. (3a ed.). Artes Médicas (Trabalho original publicado em 1979).

Zimerman, D. E. (1999). Fundamentos psicanalíticos: Teoria, técnica e clínica. Artmed.

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.