Resumo
Introdução: Oficinas são estratégias de cuidado ofertadas por Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) para o cuidado de pessoas em sofrimento psíquico. Este artigo investiga os sentidos produzidos por usuárias de um CAPS II a partir de suas experiências em oficinas. Métodos: Trata-se de pesquisa qualitativa, com observações livres sobre o funcionamento de oficinas em CAPS, entrevista com seis mulheres, entre 35 e 55 anos, e consulta a seus prontuários. O material foi submetido à análise temática. O CAPS pesquisado está localizado em um município mineiro com cerca de 100 mil habitantes. Resultados e Discussão: Categoria 1, “O início de tudo”, explora a chegada ao CAPS e a inserção nas oficinas, indicando o status do serviço como “porta aberta”, a importância da família no acesso ao CAPS e a oficina como estratégia do Projeto Terapêutico Singular (PTS) das usuárias. Categoria 2, “Sentidos produzidos sobre as oficinas”, destaca a função das oficinas como espaço de segurança, socialização e vínculo com os profissionais. Conclusões: Este artigo contribui para a compreensão de práticas terapêuticas em CAPS II e aponta a importância das oficinas, considerando a perspectiva de gênero, na reabilitação psicossocial das usuárias.
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