Resumen
Introdução: A hospitalização é uma experiência estressante, e entender como as crianças se sentem é essencial para a atuação na psicologia da saúde. O estudo teve o objetivo de identificar os fatores estressores e protetores presentes na hospitalização infantil. Método: Trata-se de um estudo qualitativo que contou com a participação de 10 crianças com idades entre 7 e 11 anos, internadas por, no mínimo, 48 horas e com condições físicas/cognitivas para responder a entrevista. Para a análise das entrevistas, foram utilizadas a Análise de Conteúdo, o Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC) e o Software Iramuteq. Resultados: Houve alta recorrência das palavras hospital, brincar e mãe e o surgimento de seis categorias com alto índice de concordância (0,88 com p < 0,001) entre as pesquisadoras, sendo: 1. Vinda ao hospital; 2. Compreensão do quadro clínico; 3. Reação aos procedimentos médicos/hospitalares; 4. Mudança na rotina; 5. Relação com a equipe; e 6. Acompanhante como figura de suporte. Discussões: em consonância com os achados da literatura, identificamos a presença de estressores ligados a restrições e procedimentos hospitalares. Conclusão: A compreensão dos estressores e protetores podem favorecer um cuidado efetivo às crianças hospitalizadas.
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